
Dificuldade para adormecer, despertares durante a noite e sensação de cansaço ao acordar são queixas frequentes durante a transição para a menopausa. As alterações hormonais podem contribuir para essas mudanças, mas nem sempre são a única causa.
A redução e a oscilação dos níveis de estrogênio estão relacionadas a sintomas que interferem no sono, como ondas de calor e suores noturnos. Já as mudanças na progesterona podem influenciar mecanismos envolvidos no relaxamento e no sono. Além disso, ansiedade, estresse e alterações na rotina também podem agravar o problema.
Como melhorar a qualidade do sono?
Alguns hábitos podem ajudar a reduzir os despertares noturnos e favorecer um descanso mais reparador:
Mantenha horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana.
Deixe o quarto confortável, silencioso e com temperatura agradável.
Evite cafeína no período da tarde e à noite, além de álcool próximo ao horário de dormir.
Pratique atividade física regularmente, respeitando seus limites.
Se as ondas de calor incomodam durante a noite, prefira roupas leves e mantenha o ambiente ventilado.
Quando a insônia persiste, a avaliação médica é importante para investigar outras causas, como apneia do sono, ansiedade, depressão e alterações da tireoide. A terapia cognitivo-comportamental para insônia também pode ser uma opção eficaz.
A terapia hormonal pode ajudar?
Para mulheres com sintomas da menopausa que prejudicam o sono, especialmente ondas de calor e suores noturnos, a terapia hormonal pode trazer benefícios quando existe indicação clínica. Entretanto, ela não é necessária para todas as mulheres e exige avaliação individualizada dos benefícios e riscos.
Dormir mal não precisa ser considerado uma consequência inevitável do envelhecimento. Identificar as causas e escolher o tratamento adequado pode melhorar o sono, a disposição e a qualidade de vida.
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