
“Eu amo meu parceiro, mas não sinto mais vontade.”
Essa é uma das queixas mais frequentes no consultório — e também uma das que mais geram culpa, insegurança e sofrimento.
Muitas mulheres começam a se perguntar se existe algo errado com o relacionamento, com o próprio corpo ou até mesmo com elas mesmas.
Mas a verdade é que o desejo sexual feminino é muito mais complexo do que parece.
Durante a perimenopausa e a menopausa, as oscilações hormonais podem influenciar diretamente a sexualidade. Além disso, sintomas como insônia, fadiga, ansiedade, ganho de peso, secura vaginal e desconforto durante as relações podem contribuir para uma redução progressiva do interesse sexual.
Mas nem sempre a causa é hormonal.
Questões emocionais, sobrecarga mental, estresse, conflitos no relacionamento, uso de alguns medicamentos e até preocupações com a própria imagem corporal também podem interferir no desejo.
Por isso, é importante compreender que libido não é apenas uma questão de hormônios. Trata-se de um aspecto complexo da saúde feminina que merece uma avaliação cuidadosa e individualizada.
A boa notícia é que existem diversas formas de abordar essa queixa. Em muitos casos, identificar e tratar os fatores envolvidos pode trazer melhora significativa da qualidade de vida, da autoestima, dos relacionamentos e da satisfação sexual.
A perda da libido nem sempre tem uma única causa. Mas ela também não deve ser encarada como algo sem solução.
Se você sente que sua relação com a sexualidade mudou nos últimos anos, vale a pena investigar o que pode estar por trás dessas mudanças.
Compreender os fatores envolvidos é o primeiro passo para recuperar bem-estar, confiança e qualidade de vida.
Imagem: Chat GPT (uso de imagens para fins ilustrativos, não visa lucros).